EM LUCAS DO RIO VERDE

Pesquisas de longo prazo ganham destaque no 2º Seminário de Agricultura Regenerativa

Fundação Rio Verde apresentou resultados de 11 anos de estudos sobre plantas de cobertura e reforçou que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas no sistema produtivo do Médio-Norte de Mato Grosso
(Foto: Verbo Press)

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A Fundação Rio Verde foi um dos destaques do 2º Seminário de Agricultura Regenerativa – O futuro da rentabilidade do agro, que reuniu pesquisadores, técnicos, consultores e produtores rurais para debater práticas capazes de aumentar a produtividade, fortalecer a saúde do solo e tornar os sistemas agrícolas mais resilientes e rentáveis.

Organizado pelo Green Future Hub, com apoio da Fundação Rio Verde e Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, o evento aconteceu na manhã de terça-feira, 7, com palestras de Camila Souza (doutora em Proteção de Plantas), Kassiano Felipe Rocha (mestre em Produção Vegetal), Tiago Zucchi (especialista em Microbiologia Agrícola) e Fábio Pittelkow (diretor de Pesquisa da Fundação Rio Verde, doutor em Agricultura Tropical e especialista em pesquisa aplicada ao agronegócio).

Com o tema “Manejo de plantas de cobertura: aumento na produtividade e resiliência do sistema produtivo”, Pittelkow apresentou os resultados de uma pesquisa conduzida há 11 anos pela instituição de pesquisas de Lucas do Rio Verde

Segundo o pesquisador, o estudo demonstra que é possível conciliar conservação ambiental, melhoria da qualidade do solo e retorno econômico ao produtor, características essenciais para a agricultura desenvolvida no Médio-Norte mato-grossense.

“A agricultura regenerativa precisa caminhar junto com a rentabilidade. Não basta cuidar do ecossistema; é necessário que o produtor tenha retorno econômico para permanecer na atividade. E os resultados mostram que isso é possível”, destacou Pittelkow.

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Pesquisa regional fortalece o modelo de produção

Pittelkow explicou que os experimentos desenvolvidos pela Fundação Rio Verde consideram as características específicas da região, onde predominam sistemas de sucessão entre soja e milho ou soja e algodão.

Segundo o pesquisador, esse modelo frequentemente recebe críticas de especialistas de outras regiões do país, mas os resultados obtidos ao longo de mais de uma década de pesquisas demonstram que o sistema pode ser altamente sustentável quando manejado de forma adequada.

De acordo com Pittelkow, os estudos apontam melhorias na qualidade do solo, maior resiliência diante das adversidades climáticas e manutenção de elevados níveis de produtividade, fatores fundamentais para garantir competitividade ao produtor rural.

“Estamos conseguindo conciliar a preservação do solo, que é o maior patrimônio do produtor, com ganhos de produtividade. No fim das contas, produzir mais é resultado do que se constrói no solo ao longo do tempo”, ressaltou.

Conhecimento que gera soluções para o campo

Além de compartilhar resultados científicos, o seminário proporcionou um ambiente para troca de experiências entre pesquisadores e produtores, fortalecendo a discussão sobre práticas regenerativas adaptadas à realidade do Mato Grosso.

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Para Pittelkow, eventos como esse permitem apresentar parte do trabalho desenvolvido pela Fundação Rio Verde, que mantém diversos projetos de pesquisa em parceria com instituições e empresas do setor.

“Muitas pessoas ainda não conhecem a dimensão das pesquisas desenvolvidas pela Fundação. Esse é um momento importante para compartilhar conhecimento, discutir ideias e buscar soluções que possam contribuir com a evolução da agricultura regional”, afirmou.

Agro mais produtivo e preparado para o futuro

Com o tema “O futuro da rentabilidade do agro”, o 2º Seminário de Agricultura Regenerativa reforçou a importância de sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência das lavouras, preservar os recursos naturais e atender às novas demandas do mercado.

Ao reunir especialistas e instituições de pesquisa como a Fundação Rio Verde, o evento consolidou Lucas do Rio Verde como um dos principais polos de debate sobre inovação, sustentabilidade e desenvolvimento da agricultura brasileira, evidenciando que conhecimento científico e tecnologia continuam sendo pilares para a evolução do agronegócio. (Com Verbo Press)

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