A cultura popular nos ensina, desde tempos remotos, que o Brasil é o “País do Carnaval”, cuja origem remonta à colonização portuguesa. Isso mesmo, as celebrações carnavalescas foram trazidas para o Brasil portugueses e descendem dos chamados “entrudos”, introduzidos no Brasil por volta do século 17. a história registra essas comemorações eram bastante populares e incluíam brincadeiras em que as pessoas jogavam água, ovos, farinha, frutas podres e restos de comida umas nas outras.
Influenciado pelas antigas festas pagãs, o Carnaval já era popular na época do Império Romano e continua sendo celebrado em diversos lugares do mundo. O artigo “A Origem do Carnaval”, disponível na biblioteca do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), revela que os blocos de rua surgiram de comemorações populares decorrentes de procissões e outras manifestações católicas dias anteriores ao período da Quaresma.
No Brasil, o Carnaval é tido como patrimônio cultural e tem relevante importância na economia do país.

E Lucas do Rio Verde, “epicentro do agronegócio” mato-grossense e brasileiro, tem alguma relação com o Carnaval?
Sim, a cidade já teve larga tradição carnavalesca, com desfile de blocos, escolha de Rei e Rainha, manifestações populares nas ruas, em clube e ginásios, com promoções que serviram para apoiar projetos sociais e iniciativas voltadas à saúde, inclusive o Hospital São Lucas.
O Memória Folha Verde traz alguns registros de diferentes momentos do Carnaval na
cidade, começando por 1989, ano em que os festejos aconteceram no Clube Seriema e no Centro Comunitário (Associação de Desenvolvimento Comunitário de Lucas do Rio Verde).
Dentre as várias manifestações carnavalescas, destacamos o Elas x Elas, brincadeira em que, usando roupas femininas, um grupo de homens da sociedade luverdense (inclusive empresários e autoridades), desfilava pelas ruas em carros alegóricos e promovia alegria e diversão em animadas partidas de futebol.




Grandes festas de Carnaval perduraram na cidade até 2028, sempre com incentivo e apoio do Poder Público Municipal. Em janeiro de 2019, o então prefeito Luiz Binotti anunciou que a prefeitura não destinaria recursos para a realização do Carnaval Popular e que o dinheiro antes destinado para esse fim seria utilizado para ampliar os atendimentos na área da saúde, para zerar as filas de cirurgias e consultas.


























