O dia 20 de setembro, considerado Dia do Gaúcho por rememorar o início da Revolução Farroupilha – também conhecida como Guerra dos Farrapos, já foi feriado municipal em Lucas do Rio Verde.
Colonizado majoritariamente por sulistas, embora coabitem no município, atualmente, migrantes de todas as regiões brasileiras, Lucas do Rio Verde ainda carrega fortes traços da tradição do Rio Grande do Sul.

Até o final da década de 1990, esses traços eram ainda mais marcantes, pois a população, à época, era formada por maioria sulista. E foi neste cenário que, no dia 20 de dezembro de 1999, em sessão extraordinária, os vereadores luverdenses aprovaram o Projeto de Lei nº 713/99, de autoria do Poder Executivo, autorizando a instituição do dia 20 de setembro como Dia Municipal da Cultura.
A Lei nº 713/99 foi sancionada no dia 21 de dezembro de 1999, pelo então prefeito em exercício, Norivaldo Peixoto, instituindo como feriado municipal o dia 20 de setembro, denominando-o como Dia Municipal da Cultura.
Celebrada pela primeira vez no ano 2000, a data promoveu uma “verdadeira integração cultural, com manifestações artísticas que retrataram a cultura gaúcha, italiana, alemã, popular brasileira, além da demonstração de talento de nossas crianças e adolescentes através do teatro, da dança e da música”, registrou o jornal Folha Verde em sua edição da segunda quinzena de setembro de 2000.
Em anos seguintes, o município continuou celebrando a Semana Municipal da Cultura concomitantemente com a Semana Farroupilha, contudo, a lei que instituiu o 20 de setembro como feriado municipal acabou revogada.


A Revolução Farroupilha
Também conhecida como Guerra dos Farrapos, a Revolução Farroupilha foi um conflito regional contrário ao Governo Imperial Brasileiro e com caráter republicano. O dia 20 de setembro é considerado Dia do Gaúcho pelo fato de que em 20 de setembro de 1835 foi o início da Revolução Farroupilha, que teve a duração de 10 anos, finalizando em 28 de fevereiro de 1845, com a assinatura do acordo de paz de Poncho Verde, em Dom Pedrito, quando o grande chefe farroupilha Davi Canabarro afirmou: “Acima de nosso amor à república, está nosso brio de brasileiro”.
As principais causas da guerra foram: – Descontentamento político com o governo imperial brasileiro; – Busca por parte dos liberais por maior autonomia para as províncias; – Revolta com os altos impostos cobrados no comércio de couro e charque, importantes produtos da economia do Rio Grande do Sul naquela época; – Os farroupilhas também eram contrários à entrada (concorrência) do charque e couro de outros países, com preços baratos, que dificultada o comércio destes produtos por parte dos comerciantes sulistas.
A Semana Farroupilha é uma festa cívica que surgiu quando oito jovens, entre os dias 7 e 20 de setembro de 1947, no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, realizaram a primeira “ronda crioula”. Estes jovens retiraram uma centelha de chama da pátria, à meia-noite do dia 7 de setembro, a colocaram em um candeeiro e saíram em desfile pelas ruas de Porto Alegre carregando aquela fagulha e realizaram a primeira guarda de honra da “chama crioula”.
Desde então, os gaúchos do Rio Grande do Sul, e também aqueles que estão espalhados pelo Brasil e pelo mundo, comemoram a Semana Farroupilha, que tem por objetivo promover atividades culturais que aumentam o conhecimento das tradições gaúchas como hospitalidade, coragem, nativismo, apego aos usos e costumes e o cavalheirismo.


























