DEVOÇÃO E FÉ

Pioneiros relatam como Nossa Senhora de Fátima se tornou padroeira de Lucas do Rio Verde

Escolha aconteceu em 13 de maio de 1980, quando foi celebrada a primeira missa na comunidade

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Em 24 de julho de 2003, os produtores rurais Domingos Munaretto e Sálvio Valcanaia (falecido no dia 9 de outubro de 2023, em decorrência de complicações de uma pneumonia) e sua esposa estiveram na redação do Jornal Folha Verde, ocasião em que foram recebidos pela jornalista Vera Faccin Carpenedo, a quem relataram, emocionados, os primeiros encontros e a celebração das primeiras missas na comunidade: uma história bonita, de fé e de esperança, que foi publicada na edição 422, de 31 de julho de 2003.

 

Na mesma edição, o Folha Verde registrou a homenagem que a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima prestou àquelas famílias pioneiras, em 27 de julho de 2003.

Segue, na íntegra, o texto publicado na referida edição:

“Paróquia presta homenagem a seus fundadores

Em reconhecimento ao trabalho e ao pioneirismo das primeiras famílias que cultivaram as sementes da fé na comunidade que deu origem ao município de Lucas do Rio Verde, a Paróquia Nossa Senhora de Fátima prestou homenagem aos seus fundadores.

A singela cerimônia, com entrega de placas e de flores aos casais pioneiros, aconteceu no final da missa de domingo à noite, 27 de julho.

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA: A PADROEIRA DE LUCAS DO RIO VERDE

Fé é a crença na vida e nas possibilidades que ela oferece. Fé é a confiança que o ser humano deposita num Ser Superior – Deus Onipotente e Onipresente – capaz de aliviar as dores e o cansaço, suavizar os caminhos mais íngremes e saciar a sede mais voraz.

Fé é a palavra que define a coragem e a determinação com que nossos pioneiros venceram toda sorte de dificuldades quando se dispuseram a desbravar o cerrado e fazê-lo produzir.

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Fé, valor cristão que motivou as primeiras famílias a se unirem em comunidade para continuar o legado herdado de seus ancestrais e que trouxeram na bagagem quando para cá vieram.

A fé foi o sentimento que fez os pequenos pastores Francisco, Jacinta e Lúcia propagarem as mensagens anunciadas por Nossa Senhora, em Fátima, mesmo que a princípio ninguém lhes desse crédito.

Foi esta mesma fé em Nossa Senhora de Fátima que fortaleceu os pioneiros e os fez acreditar que sob a orientação da luz divina era possível fazer do pequeno lugarejo perdido em meio à mata um lugar bom para viver.

No dia 13 de maio de 1980, dia em que a Igreja Católica comemora a primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, reuniram-se na residência de Domingos Munaretto as famílias de Antonio Gemelli, Arnaldo Fumagalli, Avelino Gasparim, Domingos Munaretto, Ido
Kothe, Jacinta Correa, Pedro Gemelli, Regina Petry e Sálvio Valcanaia, para participar da Santa Missa, celebrada pelo padre José Mathias, da cidade de Diamantino.

Domingos Munaretto e Sálvio Valcanaia percorreram as propriedades de trator, convidando as famílias para a Santa Missa. Na oportunidade, o padre José Mathias propôs aos moradores a formação de uma comunidade para que ele pudesse agendar visitas regulares
para celebração da Santa Missa. Propôs, então, o padre, que a comunidade se chamasse Gauchita. Mas, ninguém dentre aquelas famílias era oriundo do Rio Grande do Sul e a sugestão não foi acatada.

Movido pela fé em Nossa Senhora de Fátima, e por estarem as famílias reunidas para a Santa Missa na data de 13 de maio, Pedro Gemelli sugeriu que a comunidade se chamasse “Comunidade 13 de maio” e que tivesse como padroeira Nossa Senhora de Fátima,
denominação aceita por unanimidade.

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A luz e a proteção de Nossa Senhora de Fátima certamente fortaleceram ainda mais a fé daquelas poucas famílias, que voltaram a se reunir no dia 18 de agosto do mesmo ano para a celebração de mais uma Santa Missa, desta vez na casa de Sálvio Valcanaia.

A terceira missa da Comunidade 13 de Maio, com a bênção de Nossa Senhora de Fátima, aconteceu na casa de Antonio Celso Gemelli, no dia 22 de novembro do mesmo ano. Na ocasião, o padre José Mathias celebrou também o batizado da pequena Kelly Gemelli, filha de Antonio e Edília Gemelli.

Como semente lançada em terra fértil, a pequena Comunidade 13 de Maio prosperou e deu origem à Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Anos mais tarde, por sugestão do padre Heriberto Hammes, que foi pároco em Lucas do Rio Verde no período de agosto de 1989 a dezembro de 1991, foi acrescido ao nome da paróquia o termo “do Rosário”. Assim, a denominação ficou Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, e hoje reúne milhares de fiéis, que abrigados sob o manto da Virgem da Fátima, continuam mantendo vivas a fé e a esperança em Cristo Nosso Senhor.”

Feriado Municipal

O Dia da Padroeira foi instituído feriado municipal em Lucas do Rio Verde, por meio da Lei nº 02, de 09 de fevereiro de 1989, aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo então prefeito Werner Haroldo Kothrade

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