A colheita da soja da safra 2024/2025 em Mato Grosso chegou a 50,08% na última semana, com um avanço de 21,50 pontos percentuais em comparação à semana anterior. Isso significa que, até o momento, pouco mais da metade da área total de 12.661.000 hectares já foi colhida no estado.
Os dados são do último relatório do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), divulgado nesta segunda-feira, 17, com números coletados até na sexta-feira, 14 de fevereiro.
Na comparação com a safra 2023/2024, Mato Grosso registra um atraso de 15% na colheita da soja. No mesmo período do ano passado, o estado já havia colhido 65% da produção. A média histórica dos últimos cinco anos registra um percentual de 53% para o período, conforme dados do Imea.
Exportações
Em seu relatório semanal, o Imea destaca que, em janeiro de 2025, as exportações de soja brasileiras totalizaram 1,07 milhão de toneladas, registrando queda de 62,43% em relação a janeiro de 2024 e de 29,37% ante a média dos últimos cinco anos do mês de janeiro. “Essa redução se
deve à baixa disponibilidade da oleaginosa no mercado, em consequência do atraso na colheita. Em
Mato Grosso, o maior produtor do Brasil, a participação nas exportações nacionais foi de 14,78%, totalizando 158,57 mil toneladas em jan/25. Esse volume representa uma queda de 63,26% em relação ao mesmo período do ano passado e de 44,71% em comparação com média dos últimos cinco anos do mês de janeiro”, explica o Instituto.
O relatório do Imea mostra que a China, principal importadora da produção mato-grossense, adquiriu 38,85% do volume do mês de janeiro, somando 61,60 mil toneladas, uma redução de 43,82% em relação a jan/24. “Por fim, é importante destacar que as exportações estão apenas no início, e existem grandes expectativas de que, em 2025, os envios de soja atinjam um recorde, uma vez que as projeções indicam que a produção do estado será a maior da história”, sublinha o Imea.
Safra recorde
Dados do 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira, 13, estimam que a produção da safra de grãos brasileira 2024/25 será a maior já produzida no país, ficando em 325,7 milhões de toneladas de grãos. O volume representa crescimento de 9,4% em relação à safra anterior.
Conforme a Conab, o desempenho é decorrente, principalmente, do aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, e da recuperação de 7,1% na produtividade média das lavouras, que deve chegar a 3.990 quilos por hectare.
Os dados apontam para aumento na produção total de milho, com expectativa de produção de 122 milhões de toneladas, alta de 5,5% sobre a colheita no ciclo anterior. A colheita da primeira safra do cereal já atinge 13,3% da área plantada.
“Nesta temporada, houve uma redução de 6,6% na área semeada para o milho 1ª safra. Mas a queda foi compensada pelo ganho da produtividade média, 9,9% maior do que na safra anterior. Com isso, a projeção é que sejam colhidas 23,6 milhões de toneladas apenas neste primeiro ciclo”, esclarece a Conab.
Em relação à segunda safra do milho, a Conab informou que a semeadura foi feita em 18,8% da área e que as condições climáticas são favoráveis. Em razão disso, a projeção é de crescimento de 2,4% para a área de plantio, com expectativa de uma produção de 96 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,4%.
Soja
Segundo a Conab, a soja já está com 14,8% da área colhida no país. A expectativa é que a produção da oleaginosa chegue a 166 milhões de toneladas, ou seja, 18,3 milhões de toneladas acima do total produzido na safra anterior.
“O resultado reflete aumento na área destinada à cultura, combinada com a recuperação da produtividade média nas lavouras do país. As condições climáticas foram favoráveis, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e na maioria dos estados do Centro-Oeste. As exceções ficam para Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, que registraram restrição hídrica a partir de meados de dezembro”, informou a Conab.
A área destinada ao plantio de arroz deve atingir 1,7 milhão de hectares, volume 6,4% superior à área cultivada na safra anterior. Com a semeadura praticamente concluída, a Conab alerta que as altas temperaturas e a redução hídrica dos reservatórios em algumas regiões do Rio Grande do Sul, maior produtor do país, causam preocupações aos produtores, embora não indiquem redução da produtividade média.
A Conab estima que a produção chegue a 11,8 milhões de toneladas, alta de 11,4% quando comparada à colheita da safra passada.
Segundo o boletim divulgado pela Conab, é esperado um aumento na safra do feijão, com as três safras da leguminosa chegando a 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra do produto já estava com 47% da área colhida em 10 de fevereiro. Houve aumento de produtividade, com a produção estimada em 1,1 milhão de toneladas.
Para a segunda safra de feijão, o plantio está em fase inicial e a expectativa é que a colheita chegue a 1,46 milhão de toneladas. Para a terceira safra, a projeção é que sejam colhidas 778,9 mil toneladas.
No caso do algodão, a área de plantio foi estimada em 2 milhões de hectares, com expectativa de crescimento de 4,8%.
“A semeadura da fibra já passa de 87% da área prevista e a perspectiva aponta para uma produção de pluma em 3,8 milhões de toneladas, um novo recorde para a cultura, caso o resultado se confirme”, pontua a Conab.
Já para as culturas de inverno, as primeiras estimativas, resultantes de modelos estatísticos, análise de mercado, previsões climáticas e informações preliminares, indicam a produção de trigo, principal produto cultivado, em 9,1 milhões de toneladas. A semeadura no Paraná tem início a partir de meados de abril e no Rio Grande do Sul, em maio. Os estados representam 80% da produção tritícola do país.
(Fonte: Imea-MT e Conab)




























