SOBRETAXA

Fim do tarifaço reforça diálogo entre Brasil e EUA, diz Fávaro

Retirada da tarifa adicional de 40% sobre parte dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos marca avanço nas relações bilaterais
(Foto: Imprensa Agro)

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A retirada das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos agrícolas brasileiros, como carne bovina, café e frutas, representa um avanço significativo na relação bilateral, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, tão logo soube da decisão do governo norte-americano. Para o ministro, a decisão do presidente Donald Trump confirma que o diálogo técnico e institucional retomou seu curso natural.

Segundo Fávaro, a medida é uma notícia tranquilizadora tanto para o agronegócio brasileiro quanto para os mercados internacionais. Ele destacou que a decisão demonstra maturidade nas tratativas e reduz tensões criadas nos últimos meses.

“Como diz o presidente Lula, não tem assunto proibido. Tudo é possível no diálogo de alto nível”, afirmou. “A relação Brasil–EUA não podia ficar em fofocas e intrigas. A partir do momento em que os dois líderes dialogaram, as coisas vieram para a normalidade”, pontuou o ministro.

Com o fim da sobretaxa, produtos brasileiros voltam a acessar o mercado norte-americano em condições mais competitivas, reforçando o papel do país como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

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Fávaro reiterou que o momento marca a superação de ruídos e a consolidação de uma postura técnica entre os dois países. “Quem ganha com isso são os brasileiros, são os norte-americanos, a América e a relação comercial mundial”, sublinhou o ministro ao destacar que o diálogo continua. “Ainda há muito a negociar, mas, para a agropecuária brasileira, esta decisão foi excelente”, finalizou o ministro Carlos Fávaro.

Produtos beneficiados

1. Carnes bovinas – o anexo traz todas as categorias de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — incluindo: Carcaças e meias-carcaças; Cortes com osso; Cortes sem osso; Cortes de “high-quality beef”; Miúdos bovinos; Carne salgada, curada, seca ou defumada.

2. Frutas e vegetais – grande lista, incluindo: Tomate (por sazonalidade); Coco (fresco, desidratado, carne, água de coco); Lima Tahiti / Lima da Pérsia; Abacate; Manga; Goiaba; Mangostim; Abacaxi (fresco e processado); Papaya (mamão); Diversas raízes tropicais: mandioca.

3. Café e derivados: Café verde; Café torrado; Café descafeinado; Cascas e películas de café (“husks and skins”); Substitutos contendo café.

4. Chá, mate e especiarias – inclui diversas categorias de: Chá verde; Chá preto; Erva-mate; Pimentas (piper, capsicum, paprika, pimenta-jamaica); Noz-moscada; Cravo; Canela; Cardamomo; Açafrão; Gengibre; Cúrcuma; Misturas de especiarias.

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5. Castanhas e sementes: Castanha-do-pará; Castanha de caju; Macadâmia; Nozes pignolia e outras; Sementes diversas (coentro, cominho, anis, funcho etc.)

6. Sucos de frutas e derivados: Suco de Laranja (várias classificações); Suco de limão / lima; Suco de abacaxi; Água de coco; Açaí (polpas e preparados).

7. Produtos de cacau: Amêndoas de cacau; Pasta de cacau; Manteiga de cacau; Pó de cacau.

8. Produtos processados: Polpas de frutas (manga, banana, papaya etc.); Geleias; Pastas e purês; Palmito; Tapioca, féculas e amidos; Produtos preservados em açúcar ou vinagre.

9. Fertilizantes (importante para o Brasil como exportador/importador): Ureia; Sulfato de amônio; Nitrato de amônio; Misturas NPK; Fosfatos (MAP/DAP); Cloreto de potássio (Kcl).

(Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária)

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