FIM DA ESCURIDÃO

Energia elétrica do linhão chegou em Lucas do Rio Verde em setembro de 1998

Município era atendido por usina termoelétrica e população sofria com racionamentos e apagões
Subestação rebaixadora do linhão energizada em setembro de 1998 (Foto: Acervo FV)

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Antes que setembro acabe, o “Memória Folha Verde” faz questão de lembrar aos antigos e informar aos moradores mais recentes que até setembro de 1998 o município de Lucas do Rio Verde não estava interligado ao Sistema Nacional de Energia Elétrica.

De 30 de abril de 1988 a 10 de setembro de 1998, a localidade era atendida por uma usina termoelétrica, onde motores barulhentos queimavam óleo diesel e soltavam fumaça no ar para que a população tivesse energia elétrica em suas casas, empresas, escolas, instituições e repartições públicas.

Antes de abril de 1988, cada morador se virava como podia: alguns conseguiam manter seu próprio grupo gerador ou se juntavam entre dois ou três vizinhos para comprar um; a maioria, porém, servia-se de luz de velas ou lampião a gás e ficava privada de outras comodidades, como geladeira ou bomba para encher a caixa d’água. Um único motor-gerador do INCRA servia o escritório do órgão, a unidade de saúde, a Escola Dom Bosco, o mercado da COBAL, o pequeno Hospital Santo Antônio e as residências dos funcionários do próprio INCRA, com fornecimento limitado a algumas poucas horas durante o dia e mais algumas horas à noite.

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Racionamentos e apagões

Motor mantido no pátio da Acilve integrou usina termoelétrica

Motor ainda mantido no pátio da Acilve foi um dos que integraram a usina termoelétrica

Ao longo dos mais de 10 anos em que o município foi atendido por energia de motores, a população sofria com racionamento e apagões constantes. Durante os períodos secos e de calor intenso, a situação se tornava ainda pior, os motores esquentavam e precisavam ser desligados nas horas mais quentes do dia e a população ficava sem luz.

O problema do abastecimento de energia elétrica foi um dos assuntos mais explorados e debatidos durante a campanha eleitoral de 1996. Discursos e promessas de que uma subestação rebaixadora do linhão seria construída e que sua energização traria luz abundante e de qualidade, iluminava a esperança da população.

A tão sonhada energização da subestação rebaixadora do linhão, porém, só se tornaria realidade quase dois anos depois, em 10 de setembro de 1998.

A data entrou para a história de Lucas do Rio Verde como “um dia de glória”, pois a partir dali o município ingressou em um novo ciclo de desenvolvimento.

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Cerimônia de inauguração e energização da subestação rebaixadora do linhão, em 10 de setembro de 1998

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