COMBATE A DENGUE

Utilização de drone ajuda a localizar focos de Aedes aegypti em Lucas do Rio Verde

O equipamento é utilizado pelos agentes de combate a endemias para visualizar os imóveis de difícil acesso
(Foto: Ascom Prefeitura de Lucas do Rio Verde)

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“O drone tem auxiliado a encontrar possíveis focos de larvas em telhados, calhas e piscinas. Com imagem de altíssima qualidade, a equipe consegue ter uma percepção dos riscos e fazer as intervenções de forma mais rápida”, detalha a supervisora da Vigilância em Saúde de Lucas do Rio Verde, Cláudia Engelmann, ao explicar que a tecnologia é utilizada quando as equipes, depois de várias tentativas, não conseguem encontrar o morador.

Cláudia relata que desde novembro de 2025 os agentes de combate a endemias (ACEs) estão utilizando o equipamento adquirido pelo município para reforçar trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika Vírus e Chikungunya.

Notificações

Em janeiro deste ano, Lucas do Rio Verde registrou 124 notificações de dengue, com nove casos positivos, até a semana do dia 9 de fevereiro. A mesma média de casos suspeitos foi registrada em janeiro de 2025.

Segundo a supervisora, os bairros com maior número de notificações e onde as ações estão sendo intensificadas são: Vida Nova, Jardim Amazônia, Pioneiro e Tessele Junior.

No ano passado, o município registrou 1.588 notificações de dengue, com 268 casos confirmados, e 1.769 notificações de Chikungunya, sendo 808 casos positivos.

“Estamos apenas no primeiro mês do ano e ainda tem muita chuva pela frente. Então, a gente pede a colaboração da população, principalmente, em relação aos bairros com mais notificações”, ressalta Cláudia Engelmann ao lembrar que o Aedes aegypti se reproduz em água parada. “Eliminar os criadouros, pneus, vasos de plantas, piscinas, calhas e toda e qualquer embalagem que possa acumular água, é a principal arma no combate ao mosquito”, aponta.

É importante saber!

Em caso de denúncias de possíveis criadouros do mosquito – Disque (65) 3548 2508, ou pela Ouvidoria Municipal, no número 0800 646 4004. Todas as denúncias são averiguadas e respondidas.

Lei Municipal 3487/2023

Depois de várias tentativas sem resultado e diante da recusa do proprietário, a lei permite o ingresso forçado ao imóvel, tendo como justificativa o risco à saúde da população.

DENGUE

A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti.

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Aspectos como a urbanização, o crescimento desordenado da população, o saneamento básico deficitário e os fatores climáticos mantêm as condições favoráveis para a presença do vetor, com reflexos na dinâmica de transmissão desses arbovírus. A dengue possui padrão sazonal, com aumento do número de casos e o risco para epidemias, principalmente entre os meses de outubro de um ano a maio do ano seguinte.

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Sinais e sintomas

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles pode progredir para formas graves, inclusive podendo vir a óbito. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno.

No entanto, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo. Esses sinais indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias, sendo assim caracterizados:

Sinais e sintomas mais comuns de dengue: Febre alta; Dor de cabeça e/ou atrás dos olhos; Enjoo; Moleza; Dor nas articulações; Manchas vermelhas no corpo.

Sinais e sintomas de alerta para dengue grave: Dor intensa na barriga; Vômitos frequentes; Tontura ou sensação de desmaio; Dificuldade de respirar; Sangramento no nariz, gengivas e fezes; Cansaço e/ou irritabilidade.

Transmissão

O vírus da dengue (DENV) pode ser transmitido ao homem principalmente por via vetorial, pela picada de fêmeas de Aedes aegypti infectadas. Transmissão por via vertical (de mãe para filho durante a gestação) e por transfusão de sangue são raros.

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Diagnóstico

Não existe necessidade da realização de exames específicos para o tratamento da doença, já que é baseado nas manifestações clínicas apresentadas. No entanto, para apoiar o diagnóstico clínico existem disponíveis técnicas laboratoriais para identificação do vírus (até o 5° dia de início da doença) e pesquisa de anticorpos (a partir do 6° dia de início da doença).

Tratamento

Ainda não existe tratamento específico para a doença. O tratamento é baseado principalmente na reposição adequada de líquidos. Por isso, conforme orientação médica, em casa deve-se realizar: Repouso; Ingestão de líquidos; Não se automedicar e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou surgimento de sinal de alarme; Retorno para reavaliação clínica conforme orientação médica.

Prevenção

Em 21 de dezembro de 2023, a vacina contra dengue foi incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão da vacina da dengue é uma importante ferramenta no SUS para que a dengue seja classificada como mais uma doença imunoprevenível.

Embora exista a vacina contra a dengue, o controle do vetor Aedes aegypti é o principal método para a prevenção da dengue e outras arboviroses urbanas (como chikungunya e Zika), seja pelo manejo integrado de vetores ou pela prevenção pessoal dentro dos domicílios.

É importante entender que não apenas nos períodos chuvosos mas também em períodos fora da sazonalidade da doença ações preventivas devem ser adotadas, mantendo medidas que visem impedir epidemias futuras. Nesse sentido, além das ações realizadas pelos agentes de saúde, a população deve fazer a sua parte.

Dentre os principais cuidados que cada pessoa pode adotar, destacam-se: Uso de telas nas janelas e repelentes em áreas de reconhecida transmissão; Remoção de recipientes nos domicílios que possam se transformar em criadouros de mosquitos; Vedação dos reservatórios e caixas de água; Desobstrução de calhas, lajes e ralos; Participação na fiscalização das ações de prevenção e controle da dengue executadas pelo SUS. (Com Ascom Prefeitura e Ministério da Saúde)

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