CLIMA

Produção agroindustrial de Mato Grosso pode ser afetada pelo super El Niño

Observatório MT aponta cenário de aumento de custos e desafios no abastecimento de matérias-primas
(Foto: Fiemt / Reprodução)

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Conforma alerta do Observatório de Mato Grosso, do Sistema Fiemt, a indústria do estado poderá enfrentar um cenário de aumento de custos e desafios no abastecimento de matérias-primas caso se confirme o fortalecimento do Super El Niño nos próximos meses. Estudo aponta que a irregularidade das chuvas, as temperaturas acima da média e o risco de déficit hídrico podem comprometer a produção agropecuária e gerar impactos em toda a cadeia industrial do estado.

“Os eventos climáticos extremos deixaram de ser uma possibilidade distante e passaram a fazer parte do planejamento estratégico das empresas. Nosso papel é transformar dados em inteligência para que a indústria possa tomar decisões mais assertivas, reduzir riscos e aumentar sua capacidade de adaptação diante de cenários cada vez mais desafiadores”, explica o coordenador do Observatório de Mato Grosso, Leonardo Zardo, ao ressaltar que o acompanhamento desses cenários é fundamental para que a indústria possa antecipar riscos e se preparar para minimizar seus impactos.

O estudo destaca que a agroindústria, um dos principais segmentos da economia mato-grossense, está entre os setores mais sensíveis aos efeitos do fenômeno. A redução da produtividade no campo pode diminuir a oferta de matérias-primas, aumentar a volatilidade dos mercados agrícolas e pressionar os custos de produção das indústrias.

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Além dos impactos no campo, uma eventual quebra de safra pode elevar os preços dos alimentos, enquanto a redução dos níveis dos reservatórios tende a ampliar o uso de usinas termelétricas, aumentando os custos da energia elétrica para empresas e consumidores. O cenário também pode afetar a logística, elevando os custos operacionais e comprometendo a competitividade da indústria.

Fenômeno

Para Mato Grosso e os demais estados do Centro-Oeste, a previsão é de chuvas irregulares, ocorrência de veranicos, temperaturas acima da média e maior risco de déficit hídrico ao longo do inverno de 2026. O estudo explica que o El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Quando esse aquecimento ultrapassa 2°C acima da média histórica por um período prolongado, o fenômeno passa a ser classificado como Super El Niño, intensificando seus efeitos sobre o clima global. O último episódio dessa magnitude ocorreu entre 2015 e 2016. (Com Imprensa Fiemt)

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