INTEGRAÇÃO REGIONAL

Municípios mato-grossenses discutem o futuro das cidades inteligentes

Encontro aconteceu em Lucas do Rio Verde, que se destaca como a cidade mais inteligente de Mato Grosso e quarta colocada no Centro-Oeste
(Foto: Ascom Prefeitura)

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Lucas do Rio Verde sediou a 13ª Reunião Estratégica Regional da Plataforma Connected Smart Cities (CSC) de 2026, reunindo gestores públicos, especialistas, empresas, instituições e representantes de municípios de Mato Grosso.

Realizado na quinta-feira, 8, no Auditório dos Pioneiros, no Paço Municipal, o encontro foi organizado pela Necta e Plataforma CSC, em parceria com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, e consolidou o município como ponto de conexão para discutir como tecnologia, planejamento e inovação podem transformar a vida nas cidades.

A escolha de Lucas do Rio Verde para receber a reunião ocorre em um momento de destaque nacional do município na agenda de cidades inteligentes. No Ranking Connected Smart Cities 2025, divulgado em São Paulo, o município foi reconhecido como a cidade mais inteligente de Mato Grosso e alcançou a quarta colocação entre os municípios do Centro-Oeste.

Tecnologia com foco no cidadão

Abrindo o encontro, o prefeito em exercício, Joci Piccini, destacou que o uso de tecnologia pode ampliar a eficiência dos serviços públicos, permitir o acompanhamento de situações em tempo real e contribuir para a prevenção e soluções de problemas na gestão. “Veio para economizar e para ter muita eficiência nos projetos e programas da prefeitura”, sublinhou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, Danilo Messias, ressaltou que Lucas do Rio Verde vem construindo uma trajetória na área de inovação e que a participação no encontro também está relacionada aos reconhecimentos já conquistados pelo município. Segundo ele, a prefeitura já trabalha com o Senai e outras instituições para atrair empresas que desenvolvam e comercializem soluções tecnológicas, com a perspectiva de criar polos de produção de chips, sensores e câmeras.

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Messias reforçou que o avanço tecnológico precisa estar diretamente ligado à população. “O foco principal é gerar mais qualidade de vida para o cidadão através disto tudo.”

Ampliação do debate

A programação foi estruturada em três painéis, reunindo especialistas de diferentes áreas para discutir planejamento urbano, inovação, sustentabilidade e novas soluções para os municípios.

O primeiro painel teve como tema “Revitalizar, Requalificar e Reestruturar: pilares para o fortalecimento das cidades inteligentes”. Participaram Aline Andrade, arquiteta da Prefeitura de Diamantino, que apresentou o projeto (Re)Viva Diamantino; Priscila Wolff, representante da Modular Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social; Mayara Cristina Pelin, coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unilasalle/ Lucas; e Marlon Andrade, analista de Projetos Cidades Inteligentes do PIT – Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos. A mediação foi de Isabela Godoy, supervisora de Planejamento Urbano da Prefeitura de Lucas do Rio Verde.

O segundo painel abordou “Ecossistemas de inovação e suas conexões com territórios competitivos e sustentáveis”, com Rodrigo Bruno Zanin, secretário adjunto de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do Governo do Estado de Mato Grosso; Cleber Nunes, diretor executivo do Green Future Hub; e Bernardo D’Almeida, presidente da ANCITI – Associação Nacional das Cidades Inteligentes. A mediação ficou a cargo de Fernando Pscheidt, gestor estadual de Inovação do Sebrae.

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Encerrando a programação, o painel “Acelera Cidade” foi realizado em formato de mesa-redonda, reunindo Henrique L. Souza, CEO e founder da KIP Tecnologia; Andre S. Benther, CEO e founder da VidaPet Tech; Rafaela Xavier Giacomini, head de Inovação da Proby Global; Leandro Rocha Soares Pires, head de Negócios da Proby Global; Tiago Yonamine, CEO e founder da Trampos.co Tecnologia Ltda.; e Bruno Rinschede Benevides, consultor tecnológico do Senai Mato Grosso. A mediação foi de Felipe Araújo, coordenador de Projetos da Fundação CERTI.

Além dos grandes centros

Para o diretor de Novos Negócios da Plataforma CSC, Willian Rigon, a realização do encontro em Lucas do Rio Verde permite ampliar a discussão sobre cidades inteligentes para além dos grandes centros e aproximar municípios que ainda estão iniciando esse processo.

“É preciso trazer isso mais regionalizado e envolver aquelas cidades que já estão engajadas na pauta. Lucas é a quarta cidade mais inteligente do Centro-Oeste”, destacou.

Segundo Rigon, cidade inteligente não é aquela que simplesmente adquire tecnologia, mas a que consegue transformar os serviços oferecidos à população. Nesse processo, soluções em áreas como saneamento, educação, segurança, mobilidade e planejamento podem gerar impactos diretos na qualidade de vida.

A integração entre poder público, setor privado, academia, população e os próprios municípios também foi apontada como essencial para ampliar a troca de experiências e desenvolver soluções adequadas às diferentes realidades. (Com Ascom Prefeitura)

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