No período compreendido entre 2022 e 2024, Mato Grosso registrou um aumento de 9,79 pontos percentuais das classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos). De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a população nestas faixas de renda passou de 79,91% para 87,69% no estado.
Em termos nacionais, o estudo da FGV indica que, de 2022 para 2024, o salto da parcela no segmento ABC é de 8,44 pontos percentuais. “Isto significa que, em apenas dois anos, cerca de 17,4 milhões ascenderam a classe ABC, equivalente à população do Equador”, diz a FGV.
“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, sublinha o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Integração
Os números constam da pesquisa Evolução das Classes Econômicas Brasileiras, elaborada pelo FGV Social, que analisa a evolução das classes econômicas E, D, C e AB de 1976 a 2024.
A pesquisa aponta que a alta foi impulsionada principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito. (Com Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República)
De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR






























