PIAVORÉ

Historiador luverdense conta pré-história de Lucas do Rio Verde em livro

Obra revela que a região foi importante polo econômico durante o chamado “ciclo da Borracha” e traz à luz a figura de Francisco Lucas de Barros, o seringalista que deu nome ao município, mas de quem pouco se conhecia

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Lucas do Rio Verde escreveu, na noite desta sexta-feira, 23, mais um importante capítulo de sua história, com o lançamento do livro “Piavoré – A Pré-História de Lucas do Rio Verde”, do historiador, professor e pesquisador Oliveira Neto.

Resultado de três anos de pesquisa intensa, envolvendo levantamento documental, análise histórica, estudos arqueológicos, etno-históricos e museológicos, a obra inédita “não apenas revisita o passado, mas reorganiza a memória histórica do território, trazendo à luz a figura de Francisco Lucas de Barros, personagem fundamental na formação histórica da Economia da Borracha em Mato Grosso no início do século XX”, descreve o autor.

Até bem pouco tempo, tudo o que se conhecia de Francisco Lucas de Barros – de quem Lucas do Rio Verde carrega o nome – era o que consta na ata de fundação do núcleo urbano do assentamento que deu origem ao município. A ata, escrita por Paulo Pitaluga em 5 de agosto de 1982, faz referência a Francisco Lucas como “antigo seringalista e pioneiro desbravador desta região”, justificando, assim, a adoção de seu nome na denominação da cidade que começava a se formar às margens da BR-163/Cuiabá-Santarém.

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Com a obra “Piavoré – A Pré-História de Lucas do Rio Verde”, é possível mergulhar nas origens do nome Lucas do Rio Verde, conhecer o contexto histórico da exploração da borracha na região e desvendar a real identidade de Francisco Lucas de Barros, que não foi um simples seringalista, mas um poderoso Coronel da Guarda Nacional que, em 1912 “era o homem mais rico de Mato Grosso, reconhecido como o maior contribuinte do Estado graças à pujança da exploração da borracha”.

Oliveira Neto relata que a curiosidade em torno da origem do nome da cidade foi o que motivou sua pesquisa. “Fomos buscar a resposta antes da ocupação moderna, que acontece a partir de 1976. Compreender esse passado é essencial para valorizar o presente. Lucas do Rio Verde é uma cidade extremamente desenvolvida, mas quem sonhava com isso no tempo de Francisco Lucas?”, indaga o historiador.

A obra de Oliveira Neto marca um importante capítulo na história do município e da região médio norte de Mato Grosso, pois conecta o presente da cidade à sua raiz histórica, anterior à colonização moderna. Além disso, preenche uma lacuna histórico educacional. “Existe uma história obscura, pouco conhecida, e agora ela vem à tona para as futuras gerações. Estamos deixando materialidade para que estudantes e pesquisadores tenham acesso à verdadeira história da nossa terra”, sublinha o autor.

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Viabilizado por meio de edital da Secretaria Municipal de Cultura, com recursos de leis federais de incentivo à cultura, o livro terá distribuição institucional, conforme explica a produtora cultural Andrômeda Surak, responsável pelo projeto que tornou possível editar e imprimir a obra.

Após a distribuição institucional, o livro será disponibilizado para comercialização em plataformas digitais e livrarias.

O lançamento

A cerimônia de lançamento do livro “Piavoré – A Pré-História de Lucas do Rio Verde” aconteceu nas dependências do Museu Histórico de Lucas do Rio Verde e foi prestigiada por autoridades municipais, ativistas culturais do município e por três bisnetos de Francisco Lucas do Barros: Gabriel Lucas, Tatiana Barros e Fernando Lucas, que se deslocaram de Cuiabá especialmente para o evento.

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