O Conselho Temático da Agroindústria (Coagro) da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) realizou sua primeira visita técnica à unidade da Fueling Sustainability (FS), em Lucas do Rio Verde, para conhecer as operações industriais de produção de etanol de milho.
Realizada na terça-feira, 13, a visita ocorre em um cenário de expansão da indústria de biocombustíveis no estado. Em 2026, Mato Grosso conta com 19 usinas de etanol em operação, distribuídas em 17 municípios. Além disso, há três projetos para a construção de novas unidades, com expectativa de conclusão até o final de 2027.
Além de conhecer o processo industrial, a comissão falou sobre a produção estadual e etanol com a realização da 3ª reunião ordinária do Conselho de 2026.
“O etanol de milho vem ganhando destaque em Mato Grosso nos últimos anos, impulsionado pelo crescimento da produção no estado. Esse movimento traz desafios, mas também abre oportunidades para agregar valor à matéria-prima e fortalecer o setor. Além disso, o etanol de milho tem um papel importante na diversificação das fontes de energia e pode contribuir para a descarbonização da matriz energética brasileira”, destaca o presidente do Coagro, Cleiton Gauer, que é superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Líder nacional
Mato Grosso é o estado que lidera a produção de etanol de milho no Brasil. A atividade amplia as possibilidades de aproveitamento da produção agrícola, agrega valor ao grão e fortalece a conexão entre o setor produtivo e a indústria.
Na safra 2025/26, Mato Grosso produziu 6,18 milhões de metros cúbicos de etanol de milho. Para o ciclo 2026/27, a previsão é de crescimento de 18,67%, com produção estimada em 7,33 milhões de metros cúbicos. Caso a projeção se confirme, o estado deverá responder por 61,62% da produção nacional do biocombustível.
O avanço está relacionado à ampliação da capacidade produtiva das usinas já instaladas e ao início das operações de novas unidades. Esse movimento também impulsiona o processamento de milho dentro do estado.
A estimativa para a safra 2026/27 é de que sejam processadas 16,36 milhões de toneladas do grão para a produção de etanol, volume 18,52% superior ao consumido na temporada anterior. O cenário evidencia o fortalecimento da demanda interna pelo milho mato-grossense e o papel da industrialização na agregação de valor à produção agrícola, na ampliação dos mercados consumidores e na geração de oportunidades econômicas.
Etanol 100% de milho
A FS utiliza 100% de milho como matéria-prima para a fabricação de etanol. Inaugurada em 2017, a unidade de Lucas do Rio Verde foi a primeira indústria brasileira a produzir o biocombustível exclusivamente a partir desse grão, consolidando a participação de Mato Grosso no desenvolvimento desse segmento industrial.
Conforme o analista de relações institucionais da FS, Pedro Liendo, a produção de etanol de milho representa uma oportunidade de agregar valor à produção agrícola e ampliar o aproveitamento dos recursos disponíveis. Ele também destaca a importância de compartilhar informações sobre o funcionamento da indústria e as práticas adotadas no setor, especialmente em relação à sustentabilidade.
“O etanol de milho já nasceu com essa perspectiva de sustentabilidade. É uma indústria que busca utilizar fontes sustentáveis, principalmente na geração de energia, e incorporar essas práticas ao processo produtivo. Aqui na FS, por exemplo, 100% da nossa energia é sustentável”, ressalta. (Com Assessoria de Imprensa Famato)




























