ÁGUA, LÍQUIDO VITAL

Rio Verde (Foto: Acervo FV)

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Celebramos, em 22 de março, o Dia Mundial da Água. Instituída para lembrar a importância do benefício e incentivar o uso sustentável dos recursos hídricos no planeta, a data é comemorada desde 1993, resultado da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre meio ambiente e desenvolvimento, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, a Rio-92.

Desde então, as celebrações ao redor do mundo acontecem a partir de um tema anual, definido pela própria ONU, com o intuito de abordar os problemas relacionados aos recursos hídricos. Em 2023, o tema escolhido foi “Acelerando Mudanças: Seja a mudança que você deseja ver no Mundo”. O tema proposto para reflexão e debate em 2024 foi “Água para a Prosperidade e a Paz”. E neste ano de 2025, o tema escolhido para reflexão global é “Salvem Nossos Glaciares”.

Motivada pela importância da água para a nossa sobrevivência e da necessidade urgente de manter esse recurso disponível, a data visa à ampliação da discussão sobre esse tema, de modo a conscientizar as pessoas de que cuidar das fontes de água é fundamental para a permanência da vida na terra.

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Em Lucas do Rio Verde, a população pode se considerar privilegiada, pois ainda há água em abundância e a rede de abastecimento cobre todo o perímetro urbano. No Brasil, nem todas as pessoas têm a mesma ‘sorte’ dos luverdenses.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 2,8 milhões de crianças vivem sem acesso adequado à água no Brasil, em especial nas áreas rurais. Os dados são do estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, publicado em janeiro desde ano, tendo como referência o período de 2019 a 2023.

O levantamento foi feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) Anual. Apesar de o número de crianças e adolescentes sem acesso à água ter diminuído 31,5% no período, cerca de 1,5 milhão no país ainda vivem em situação mais extrema, morando em residências sem água canalizada.

Conforme o Unicef, 1,2 milhão conseguem acessar água canalizada apenas no terreno ou na área externa da residência. Nas áreas urbanas, cerca de 2,4% das crianças e adolescente brasileiros sofrem sem acesso adequado à água. Já nas áreas rurais esse número cresce para 21,2%.

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Mais do que criar pautas alarmistas, estes dados servem para nos fazer repensar as escolhas para reduzir desperdícios e para despertar em cada um a consciência de que cuidar é preciso, que cada cidadão pode e precisa ajudar a conservar nossas nascentes, contribuindo assim para que todos tenham acesso a este recurso essencial.

Que nunca nos falte a água de cada dia e que a data celebrativa sirva para ativar o senso de responsabilidade de cada um fazer a sua parte na preservação deste bem que é de todos!

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