“A palavra Lucas é oriunda do latim, natural de Lucânia, que significa terra da luz. Talvez resida aí a explicação para as energias positivas que movem os luverdenses a se unirem em torno das ações que promovem o desenvolvimento e a qualidade de vida.
Já tive oportunidade, em outras ocasiões, de afirmar que somos um povo iluminado. Aliás, luminoso é a interpretação que o poeta Carlos Drummond de Andrade dá à palavra Lucas. Luminosas são as ideias que inspiram este povo laborioso a desafiar as crises e vencê-las. Luminoso é o horizonte que se abre trazendo novas perspectivas, que em breve hão de se concretizar.
Lembro-me, quando estudante de Jornalismo ainda, assistindo pela tevê o embarque dos colonos de Encruzilhada Natalino que vinham para o Projeto Especial de Assentamento Lucas do Rio Verde, do comentário de meu pai: “pra onde estarão levando esses coitados!?”
A ideia que se vendia no Rio Grande do Sul, na época, era a de que Mato Grosso era o fim do mundo, um lugar de onças ferozes e índios selvagens.
Cerca de dois anos depois, meu pai seguiu a trilha dos “coitados”, em busca de oportunidades melhores para si e sua família. Outros dois anos se passaram e eis que meu marido e eu (e uma filha no ventre), também seguimos a trilha dos “coitados”. Não tínhamos ideia, ainda, de que Lucas do Rio Verde se transformaria nesta bela e promissora cidade, mas sentimos desde a chegada que havia uma aura positiva iluminando as pessoas que residiam aqui, e esta luz pareia dar entusiasmo para que vencessem as dificuldades, que eram muitas: falta de rede de água e energia, ruas poeirentas e esburacadas, escassez dos mantimentos no único mercado da “vila” e tantas outras carências, como a distância e a saudade da família.
Ao completar 18 anos de emancipação, Lucas do Rio Verde tem um amplo leque de oportunidades a oferecer aos seus cidadãos. Quem estiver preparado poderá usufruir destas oportunidades, ver a cidade crescer, o desenvolvimento se consolidar, e aproveitar as benesses que vêm com ele.
Como a natureza, que segue seu curso e anuncia, como novas cores e perfumes, que outra estação se aproxima, Lucas do Rio Verde se prepara para o seu segundo ciclo econômico. Faço votos que seus cidadãos estejam preparados para os novos tempos e desafios diários.
E com este espírito, cumprimento cada luverdense que não esmorece frente as dificuldades e faz, da vontade de crescer, o alimento do espírito.
Que continuemos perseverantes e saibamos fazer valer o significado do nome de nossa cidade: terra de luz!”
HÁ 20 ANOS…
Este texto foi publicado originalmente no ano de 2006, na edição impressa do Folha Verde do dia 3 de agosto, como Editorial em homenagem aos 18 anos de emancipação político-administrativa de Lucas do Rio Verde.
Naquele ano, o município estava iniciando seu processo de agroindustrialização com vistas a agregar valor à produção por meio da transformação de proteína vegetal em proteína animal, consolidando sonhos que vinham sendo alimentados desde 1989, quando, na Expolucas, foram lançadas as primeiras ideias de diversificação econômica para vencer as crises e dificuldades geradas pela monocultura da soja.
Ao lançar um olhar sobre esses 20 anos e toda transformação advinda do processo agroindustrial, vejo a cidade consolidada como a Capital da Agroindústria no Estado de Mato Grosso, irradiando sua luz para além dos limites do município, atraindo migrantes de todas as partes do Brasil que, como os “coitados” de outrora, trazem sonhos e o desejo de prosperar.
Nesta celebração dos 38 anos de emancipação de nosso próspero município, renovo os votos para que cada cidadão se deixe iluminar pelo espírito de cooperação e aqueça o sentimento de pertencimento no legado dos pioneiros que abriram as primeiras trilhas nesta terra da luz.





























