TRADIÇÃO QUE INOVA

Workshop sobre inovação, gestão e futuro dos negócios lota auditório da CDL Lucas

O encontro reuniu empresários e profissionais para debater os desafios do agronegócio, da gestão e da inteligência artificial
(Foto: Verbo Press)

publicidade

A quarta edição do Workshop Empresarial, realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lucas do Rio Verde, lotou o auditório da instituição na noite de quinta-feira, 13, com uma programação focada em temas que fazem parte do cotidiano de empresários e profissionais do setor.

Com as palestras “Tradição que inova: o caminho que une experiência e futuro nos negócios”, apresentada pelo empresário e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, e “Gestão e Inovação: adaptar é preciso, improvisar é perigoso”, conduzida pelo palestrante Fábio Granja, a CDL Lucas colocou no centro do debate dois temas que se complementam na construção dos negócios do futuro: experiência e inovação.

“Estamos enfrentando um momento que não é tão fácil para o comércio e para o agro, e nós temos pessoas que são pioneiras na cidade. O Marino está aqui desde o começo dos anos 80 e já passou por momentos piores dos que estamos enfrentando hoje”, pontuou o presidente da CDL Lucas, Petronílio de Sousa, ao comentar sobre a escolha dos palestrantes convidados. Segundo ele, a entidade buscou aproximar os empresários de experiências práticas e de ferramentas que podem ajudar na tomada de decisões em um cenário econômico desafiador.

Experiência para entender o futuro

Com décadas de atuação ligada ao agronegócio e à história de Lucas do Rio Verde, Marino Franz utilizou sua experiência para discutir o presente e as perspectivas para o setor nos próximos anos.

A palestra abordou o cenário do agronegócio, os desafios enfrentados pelos produtores e empresários e as perspectivas para a região, especialmente diante das transformações na infraestrutura logística.

Para Marino, o cenário atual exige cautela, principalmente em razão dos juros elevados e dos impactos sobre empresas e produtores mais dependentes de financiamentos. “É um momento delicado, principalmente pela questão dos juros altos, que impactam quem está muito alavancado. A questão do preço mínimo do frete também tem um impacto muito grande para nós, que estamos longe dos grandes centros consumidores”, avaliou.

Leia Também:  Vereadores votam extensa pauta que inclui reestruturação da Guarda Municipal

A logística foi outro ponto destacado pelo empresário. Segundo ele, a expansão da infraestrutura ferroviária e a consolidação de novas rotas de escoamento devem contribuir para melhorar a competitividade da produção mato-grossense, embora os efeitos ainda dependam da conclusão de projetos estruturantes.

Marino também chamou a atenção para o impacto dos custos dos insumos, muitos deles dependentes do mercado internacional. “Os nossos insumos são praticamente todos importados. Com o advento das guerras, dificulta o transporte marítimo, aumenta o risco e, consequentemente, o preço aumenta. E quem acaba pagando esse preço somos nós”, afirmou.

Inteligência artificial exige organização

Se Marino levou ao público a experiência acumulada ao longo de décadas no agronegócio, Fábio Granja conduziu o debate para uma das principais transformações em curso no ambiente empresarial: a inteligência artificial.

Mas a mensagem central da palestra foi justamente evitar que a tecnologia seja tratada como solução mágica para problemas que começam dentro da própria empresa.

Antes de incorporar ferramentas de inteligência artificial, segundo Granja, é necessário organizar processos, estabelecer planejamento e definir objetivos. “A mensagem principal é a importância de fazer o feijão com arroz dentro da nossa gestão para poder implantar uma inovação tão disruptiva como a inteligência artificial”, explicou.

O palestrante alertou que uma empresa desorganizada pode, inclusive, potencializar seus próprios problemas ao utilizar a tecnologia sem planejamento. “Se a empresa não está organizada e você implanta uma inteligência artificial, na verdade ela vai otimizar a sua desorganização. É preciso organizar principalmente os processos, ter uma cultura de inovação, uma cultura de inteligência artificial e uma cultura de estratégia”, apontou.

Leia Também:  Vereadores votam contas de gestão do prefeito Miguel Vaz nesta segunda-feira

Conforme Granja, a partir dessa estrutura, a tecnologia pode contribuir para aumentar a eficiência, reduzir custos e otimizar operações.

Capacitação como estratégia

Para Petronílio, oferecer acesso ao conhecimento e novas ferramentas faz parte do papel da entidade empresarial, especialmente em períodos de maior dificuldade econômica.

“O objetivo é apresentar ferramentas para os associados e mecanismos para que eles possam enfrentar dificuldades. Não abrimos mão de inovar e aprender, mas é preciso fazer isso passo a passo, de maneira simples, atendendo ao dia a dia do comerciante e sem perder a rédea da administração”, resumiu.

O workshop teve inscrições esgotadas e, além da capacitação, também incorporou uma ação social. Como a participação era gratuita, os inscritos foram convidados a contribuir com um quilo de alimento não perecível, que será destinado posteriormente a uma entidade social do município.

Encontro das Mulheres

A CDL segue com vários eventos programados para os próximos meses. Já nesse dia 18 de agosto, acontece o Encontro das Mulheres, realizado em parceria com outras entidades. A CDL também participa da programação do Green Hub, a partir do dia 19, além de preparar a edição deste ano do evento de entrega do Mérito Empresarial, marcada para 16 de outubro.

A entidade também prevê outras ações ao longo do segundo semestre e mantém o auditório da CDL disponível para iniciativas de outras instituições. “Vamos unindo as forças. Acredito que vamos chegar ao final do ano mais vitoriosos e mais felizes do que começamos”, projetou Petronílio. (Com Verbo Press)

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade