As primeiras doses do Nirsevimabe enviadas pelo Ministério da Saúde para o município de Lucas do Rio Verde foram repassadas ao Hospital São Lucas nessa quarta-feira, 18, pela Secretaria Municipal de Saúde.
O medicamento tem como objetivo proteger os bebês prematuros (até 36 semanas e seis dias) contra a bronquiolite e outras infecções graves, causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
A supervisora da Vigilância em Saúde, Cláudia Engelmann, explica que se trata de uma vacina diferente das tradicionais, porque oferece a proteção imediata contra as doenças.
“As vacinas comuns agem no organismo, estimulando a produção de anticorpos, o Nirsevimabe é um anticorpo pronto, que protege o bebê logo após a aplicação”.
O Vírus Sincicial Respiratório é o principal causador da bronquiolite e outras doenças respiratórias que podem levar à internação e a óbito, principalmente, em crianças menores de seis meses.

Segundo a gestora do Hospital São Lucas (HSL), Gabriela Refatti, a vacina chega no momento oportuno, entre os meses de fevereiro e junho, período de circulação do vírus.
Ela conta que, por mês, são realizados em média 130 partos no HSL, com cerca de 10% de nascimentos prematuros. Atualmente, serão beneficiados seis bebês com a vacina.
“Nós somos referência em partos em Lucas do Rio Verde e temos as UTIs neonatais que acolhem os prematuros. É de extrema importância ter acesso a esse anticorpo, que vai proteger os bebês”, ressalta a gestora.
A vacina
O Nirsevimabe começou a ser distribuído em fevereiro de 2026. O objetivo do Ministério da Saúde é reduzir as internações e mortes em decorrência do vírus. Entre 2018 e 2024 foram registrados mais de 83 mil internações.
De acordo com a supervisora da Vigilância em Saúde do Município, a vacina contra o VSR está disponível em todas as unidades básicas de saúde para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.
“É o Ministério da Saúde atuando em duas frentes, imunizando as mães que produzirão os anticorpos e passarão para os filhos e os prematuros, que receberão a proteção imediata”, ressalta Cláudia Engelmann.
Inicialmente, a vacina está disponível na rede pública apenas para os bebês prematuros. A previsão é que, em breve, o imunizante seja ampliado para crianças com comorbidades.
“É um grande investimento do Ministério da Saúde. Na rede particular, o medicamento custa em média R$ 3.600. Precisamos valorizar essa iniciativa, valorizar a ciência que está por trás da vacina”, finaliza a supervisora. (Com Ascom Prefeitura)


























