Foi-se janeiro…
Levou consigo os primeiros 31 dias do novo ano…
Ano que chegou arrastando velhos resquícios
Conceitos fétidos do bolor do preconceito…
Preconceito contra os que teimam em manter visão crítica
Crítica frente ao mundo de valores revirados…
Frente a atitudes que contradizem discursos
Discursos de amor que não se traduzem em vivências
Vivências que maltratam pessoas…
Foi-se janeiro…
Ficaram ativas as bolhas infladas
Bolhas em que habitam seres míopes e doentios
Miopia que não permite ver os erros praticados na própria bolha
E também não deixa enxergar qualquer mérito na bolha contrária
Bolhas de julgamentos rasos e conhecimentos parcos
Bolhas da direita versus bolhas da esquerda e vice-versa
Preguiça de pensar e escassez de leitura
Alimentos fartos para a desinformação prosperar…
E assim se multiplicam os que não conseguem olhar adiante
Nunca serão capazes de transpor as barreiras das próprias ideologias…
Foi-se janeiro…
Viro a folhinha: bem-vindo, fevereiro!
Salve, Brasil!
É tempo de Carnaval!





























