O Ministério da Educação (MEC) credenciou o Campus da Universidade Federal de Mato (UFMT) em Lucas do Rio Verde, consolidando um sonho acalentado pelos luverdenses por décadas. A portaria que oficializa o início das atividades acadêmicas, em estrutura provisória, foi publicada nesta quarta-feira, 26 de novembro, e garante a oferta de cursos pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já em 2026.
“Este foi o último ato formal para a implementação definitiva do campus no município. Isso representa a concretização de um sonho da população luverdense e da gestão pública, que se empenhou por muitos anos para alcançá-lo. Mais do que isso, é oferecer aos nossos jovens a oportunidade de cursar um ensino superior público e de qualidade em uma universidade federal sem precisarem sair da cidade. Dessa forma, os luverdenses encontrarão no nosso município todas as condições para construir um futuro promissor e contribuir com o desenvolvimento de Lucas”, comemorou o prefeito, Miguel Vaz.
“É um momento de muita alegria saber que nossos estudantes luverdenses poderão permanecer na cidade e cursar uma universidade pública. Agora, aguardamos os próximos procedimentos para que, em 2026, as aulas já possam acontecer no campus de Lucas”, sublinhou a secretária de Educação, Elaine Lovatel.
De acordo com a portaria do MEC, o Campus Fora de Sede será sediado na Escola Municipal Olavo Bilac, espaço disponibilizado pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde até que seja implantada a estrutura definitiva.
Inicialmente, serão ofertados quatro cursos de graduação: Engenharia de Software, Inteligência Artificial, Psicologia e Letras (Português e Inglês), escolhidos de forma estratégica para atender às demandas do mercado e às vocações econômicas da cidade e região.
Mais oportunidades
Na mesma data, o MEC autorizou outros nove campi de universidades federais em diversas regiões do país. Segundo o secretário de Educação Superior do ministério, Marcus David, esse é um movimento estratégico para diminuir desigualdades regionais e ampliar oportunidades de formação. “Estamos levando universidades a cidades que historicamente ficaram fora do mapa do ensino superior federal. Cada novo campus significa mais desenvolvimento, mais pesquisa, mais inclusão e mais perspectivas para milhares de jovens e para o Brasil”, afirmou.
Davide explicou que a criação dos campi é acompanhada de um conjunto de ações estruturantes, como redistribuição de cargos docentes e técnico-administrativos, descentralização de recursos para infraestrutura provisória e aquisição de equipamentos, além da reorganização administrativa das universidades para garantir equipes de gestão e coordenações acadêmicas. (Com Ascom MEC e Ascom Prefeitura)






























