1982

Educação foi fundamental no processo de construção e desenvolvimento de Lucas do Rio Verde

Para Cleci Fátima Nunes, que integrou a primeira equipe da Escola Dom Bosco, se hoje o município tem bons índices é porque o ensino foi muito bem pensado desde o início da colonização

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A educadora e pioneira de Lucas do Rio Verde, Cleci Fátima Nunes, foi a entrevistada do segundo episódio da série 1982, veiculada pela rádio Agro FM na semana de 5 a 9 de agosto, em comemoração ao aniversário de Lucas do Rio Verde.

Natural de Rondinha, Rio Grande do Sul, Cleci tinha recém concluído o magistério, em Porto Alegre, quando recebeu a proposta de casamento e de mudança para Lucas do Rio Verde. Era o ano de 1982, a Escola Dom Bosco estava iniciando suas atividades como unidade da rede municipal de Diamantino e, mais tarde, se tornaria escola estadual.

Na localidade, não havia nada além de umas poucas casas, cenário que assustou Cleci em sua chegada.

“Em vim em companhia com o Neri Bianchini e sua esposa Anita. Viemos com o Expresso Maringá. Quando a Anita falou ‘chegamos’, eu olhei pela janela do ônibus e não vi nada, e falei: chegamos onde? Aí a Anita falou: ‘Aqui, Cleci, é Lucas do Rio Verde!’ Aí olhei pra fora e vi o cerrado rebrotado e vi flores roxas, foi a primeira visão que tive. E já no primeiro dia, as crianças da Escola Dom Bosco batiam as mãozinhas na minha porta chamando a professora para ir dar aula e eu fui trabalhar naquele mesmo dia”, relembra Cleci, que manifesta muito orgulho em ter feito parte da primeira equipe de educadores da pequena vila que estava em formação.

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Ao recordar das dificuldades enfrentadas, como a ausência de infraestrutura básica, a escassez de recursos, a falta de meios de comunicação e de tantos momentos adversos, como trabalhar mais de oito meses sem receber salário, Cleci aponta a união das pessoas e o fortalecimento de laços de amizade como fatores que contribuíram para a superação dos desafios.

Como educadora, Cleci destaca que desde o início do projeto houve a preocupação em estruturar um sistema educacional com escolas em pontos estratégicos no interior do assentamento, e avalia a educação permeou todo o processo de construção e desenvolvimento de Lucas do Rio Verde. Ela salienta que a Escola Dom Bosco era um grande centro irradiador de conhecimento e cultura, mas também de ideias e de políticas sociais e comunitárias.

“A educação foi fundamental. A questão de ter as escolinhas rurais proporcionava às pessoas que ali moravam uma certa estabilidade e segurança. Além disso, em muitos lugares se formou uma comunidade em torno da escola, e isso unia as pessoas e manteve um grande número de pessoas na terra por conta dessa convivência e desse fortalecimento. Então, a educação foi muito importante”, sublinha Cleci ao destacar o papel do casal Klaus Huber e Beth Huber na criação e organização das escolas no interior do Projeto Especial de Assentamento Lucas do Rio Verde e também da Escola Dom Bosco.

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“Eles tinham muita experiência em educação e tinham um sonho que muitos de nós não conseguíamos avaliar, na época, quão grande era o sonho que eles tinham para este lugar em promover a educação do jeito que ela foi organizada em Lucas do Rio Verde. Se hoje nós temos bons índices, com certeza começou lá atrás. Então, a educação, com certeza, permeou todo esse processo e possibilitou todo o desenvolvimento de Lucas do Rio Verde”.

1982

Com produção da Agro FM, coprodução do Jornal Folha Verde e patrocínio do Sicredi, a série 1982 foi concebida com o propósito de fazer uma viagem pela história de Lucas do Rio Verde a partir de 1982, o ano da fundação da cidade e, com isso, homenagear a população luverdense no aniversário de 42 anos de fundação e 36 anos de emancipação do município, completados em 5 de agosto.

A série 1982 foi filmada e editada por Kafeinados, com apresentação de Yankee Ferreira e Vera Faccin Carpenedo, em cenário de Caique Santana. Os episódios foram ao ar pela Agro FM e estão disponíveis em vídeo no canal da rádio no youtube.com/@agrofm102.

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