EVENTO

Segunda Semana da Mulher na Política debate liderança feminina nos Três Poderes em Lucas

Organizado pela Procuradoria da Mulher da Câmara, encontro ocorreu na noite desta terça-feira, no auditório do Legislativo e contou com palestras de representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário
(Foto: Ascom Câmara)

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“O Papel dos Três Poderes sob a Perspectiva das Mulheres: Liderança, Representatividade e Transformação da Sociedade” foi o tema que norteou a 2ª Semana da Mulher na Política, realizada na noite desta terça-feira, 25, no auditório da Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde.

Organizado pela Procuradoria da Mulher do Legislativo, o encontro contou com palestras de representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A vereadora Débora Carneiro, procuradora da Mulher na Câmara, destaca a importância do evento justificando que seu objetivo principal é alcançar e formar lideranças entre os jovens. “Porque nós precisamos pensar na sustentabilidade de lideranças para o nosso município. Porque é um município em desenvolvimento, em crescimento, então precisamos pensar e colocar essas ideias à disposição da nossa juventude, porque daqui a 10 anos, essa juventude que hoje vai estar presente aqui nesse plenário, certamente eles serão as lideranças que ocuparão os espaços de decisão e poder”.

O presidente da Câmara, vereador Airton Callai, destacou o compromisso da atual gestão com a inclusão feminina e jovem na política. “Estamos valorizando as mulheres que colocam a cara a tapa e vão para a luta. Porque a mulher é isso. A mulher cuida da nossa casa, cuida da nossa vida, cuida dos nossos filhos e cuida da nossa gente. Então, nada melhor do que elas também ajudarem nós a decidir quais são as melhores situações para que a gente faça até mesmo as leis, para que a gente use isso nos orçamentos, dando a possibilidade de que a gente proteja mais elas ou que beneficiem em alguns casos, porque elas conhecem desde o parto até a creche, até a escola, até a formatura”.

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A vereadora Nadir Santana defendeu que a educação política deve começar ainda na infância e na adolescência. “Precisamos trabalhar essa construção política também dentro dos currículos das escolas que nós temos, tanto do ensino médio quanto do fundamental. Expandir ali para as universidades. Precisamos falar e trabalhar a política para as mulheres. Esse empoderamento feminino, essa ocupação de espaço de poder e liderança, sem dúvidas nenhuma, ela começa na escola”.

A primeira-dama e secretária de Assistência Social, Janice Ribeiro, ressaltou a importância de os jovens entenderem sua responsabilidade social e destacou a baixa representatividade feminina nos espaços de poder. “Se nós olharmos para a Câmara de Vereadores, nós temos apenas duas, entre nove vereadores. A gente sempre se pergunta: o que está acontecendo? Então, essa Semana da Mulher na Política também é para isso, para que as mulheres entendam que não basta a gente apontar o dedo, criticar, a gente tem que também se colocar à disposição e fazer a nossa parte, para que possa ter mais representatividade e ocupar os lugares de poder”.

(Foto: Ascom Câmara)

Palestras

Uma das palestrantes, a defensora pública Carolina Zandonai destacou o papel do Poder Judiciário e a importância da presença feminina nas decisões judiciais. “As mulheres precisam ocupar esses espaços para que a voz delas, a experiência dessas mulheres também sejam ouvidas e levadas em consideração na hora de julgamentos de causas importantes da vida em sociedade”, declarou.

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Já a ex-vereadora Sandra Barzotto destacou a sensibilidade feminina na condução de pautas sociais no Legislativo. “uitas pautas que a sensibilidade da mulher traz são tratadas de forma diferente. Na questão da educação, na questão da violência contra a mulher, do autismo, as próprias diferenças que hoje nós temos na sociedade é a mulher que traz essas pautas, é ela que tem uma sensibilidade muito maior para tratar sobre isso”.

A procuradora do município, Derlise Marchiori, abordou a atuação do Poder Executivo e apontou as dificuldades enfrentadas pelas mulheres em posições de liderança. “Eu sempre brinco que é muito mais fácil pra um homem exercer um papel de liderança porque quando ele vai sair, por exemplo, para uma reunião ou para um evento fora, ele arruma a mala dele e vai. A mulher sempre tem muitas outras dificuldades. Eu preciso pensar no filho, na casa, na organização. Mas a gente muda essa realidade quando começa a pensar em situações iguais a essa que a Câmara pensou hoje. De falar para a sociedade que está se formando e que talvez tenha muito preconceito de participação política, porque estão acostumados à questão de política partidária. E hoje nós viemos aqui falar de política social, de política de fazer acontecer, de políticas públicas que entregam para a sociedade aquilo que ela precisa”, concluiu. (Fonte: Ascom Câmara)

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