CAGED

Mato Grosso encerra 2024 com saldo positivo de 25,7 mil empregos formais

Estado finaliza o ano com um total de 944 mil pessoas trabalhando com carteira assinada, variação positiva de 2,8% em relação a 2023
(Foto: Secom PR)

publicidade

Mato Grosso fechou o ano de 2024 com um estoque de empregos formais ativos somando 944,3 mil vínculos em dezembro, uma variação de 2,8% em relação ao estoque do ano anterior, quando foram contabilizados 918,5 mil. Os dados são do Novo Caged e foram divulgados na quinta-feira, 30 de janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como é típico em dezembro, o saldo no estado apresentou redução de 19.516 vagas de empregos, variação relativa de -2,02%. No acumulado do ano, o saldo registrou 25.758 novos postos de trabalho.

Dos cinco grandes grupos da economia, o setor de Serviços foi o que mais empregou em Mato Grosso: foram 10.979 vagas formais criadas — o que elevou o estoque de empregos para 334,8 mil empregos. No grupamento, a atividade que mais ofertou vagas foi a de “Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas”, com o saldo de 5.654 empregos. Destaque para o ramo de “Serviços para edifícios e atividades paisagísticas”, que apresentou uma variação relativa de 11,23% ao longo do ano.

A indústria de Mato Grosso apresentou o segundo maior saldo de empregos ao longo do ano, criando 9.345 postos de trabalho, sendo 6.101 na indústria geral e 3.244 na construção. Grande parte das contratações geradas no estado no setor industrial, em todo o ano de 2024, foram em empresas de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Porto Alegre do Norte e Lucas do Rio Verde.

Contudo, dentro da sazonalidade típica do período, todos os cinco grandes grupamentos registraram queda no mês de dezembro em Mato Grosso. A Agropecuária terminou o mês com retração de 1.572 postos, seguida por Comércio (-1,8 mil), Indústria (-2,3 mil), Construção (-5,9 mil) e Serviços (-7,7 mil).

Dentre os municípios de Mato Grosso, 20 registraram saldo positivo na criação de postos de trabalho geradas por todos os setores da economia durante o ano de 2024. Destaque para: Bom Jesus do Araguaia com 46, seguido por Campos de Júlio 30, Alto Garças com 29, Santa Rita do Trivelato com 26 e Matupá com 23 de saldo no mês de referência.

Leia Também:  Ministro da Educação confirma nomeação de diretora do campus

Outras três cidades tiveram saldo zero e 118 municípios tiveram resultado negativo. Em contraponto, os cinco municípios que assinalaram os maiores saldos negativos são: Barra do Garças (-2.763), Cuiabá (-2.711), Rondonópolis (-1.940), Sinop (-1.265) e Várzea Grande (-767).

Gênero, idade e instrução

O acumulado do ano, em Mato Grosso, registra 15.714 vagas formais ocupadas por mulheres e 10.044 por homens. No recorte por faixa etária, o grupo mais favorecido em 2024 foi dos jovens com idade entre 18 e 24 anos: 21.168 novos postos. Tomando o grau de instrução das pessoas empregadas como referência, trabalhadores com ensino médio completo tiveram mais presença na geração de empregos, ocupando 20.355 vagas com carteira assinada.

Nacional

No país, o saldo de empregos formais em 2024 (janeiro a dezembro) teve crescimento de 16,5% em relação ao registrado em 2023. De acordo com o Novo Caged, em 2024 foram gerados 1.693.673 postos de trabalho contra 1.454.124 no ano anterior. Dezembro fechou com redução de 535.547 de vagas — variação relativa de -1,12%. Desde janeiro de 2023, foram 3,14 milhões de postos de trabalho gerados no país. O número de pessoas trabalhando com carteira assinada no país contabilizou 47,21 milhões em dezembro, uma variação de 3,7% em relação ao estoque do ano anterior, quando foram 45,51 milhões.

Acumulado

Todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldos positivos, sendo os melhores resultados no setor de Serviços com geração de 929.002 postos (+4,20%) e Comércio, que gerou 336.110 postos (+3,28%). A Indústria gerou 306.889 postos no ano (+3,56%), puxada pela boa geração de empregos na indústria de transformação (+282.488). A Construção Civil foi responsável pela geração de 110.921 novos postos (+4,04%) e a Agropecuária por 10.808 postos no ano (+0,61%).

Leia Também:  Show Safra Mulher 2026 ganha destaque com palestras e troca de conhecimento

Estados

O resultado positivo foi registrado em todas as 27 unidades federativas, com destaque para São Paulo (+459,3 mil); Rio de Janeiro (+145,2 mil) e Minas Gerais (+139,5 mil). Em termos relativos, no mês de dezembro, as unidades da Federação com maior variação em relação ao estoque do mês anterior foram Amapá (+10,07%), Roraima (+8,14%); Amazonas (+7,11%) e Rio Grande do Norte (+6,83%).

Regiões

A geração de emprego ainda foi positiva nas cinco regiões brasileiras, com o Sudeste gerando 779.170 postos (+3,35%), seguido pelo Nordeste (+4,34%). O Sul — com a recuperação do Rio Grande do Sul, após a ocorrência dos desastres climáticos no início do ano — ficou na terceira posição entre as regiões, gerando 297.955 postos (+3,58%). O Centro-Oeste gerou 137.327 postos (+3,38%) e o Norte, 115.051 postos (+5,07%).

Salário médio real

Em dezembro, o salário médio real de admissão ficou em R$ 2.162,22, aumento de R$ 33,41 (+1,57%) em comparação com o valor do mesmo período de 2023, que foi de R$ 2.128,90. No ano, o salário médio real de admissão ficou em R$ 2.177,96, com aumento de R$ 55,02 (+2,59%) em comparação com o valor do mesmo período de 2023 (R$ 2.122,94).

Retração em dezembro

Com a habitual retração no número de postos de trabalho no mês, todas as unidades da Federação apresentaram saldos negativos, com maior impacto em São Paulo (-190,5 mil), Minas Gerais (-68,6 mil) e Santa Catarina (-43 mil). A redução foi verificada em todos os grandes grupos de atividades econômicas, que apresentaram saldos negativos, em particular nos Serviços (-257,7 mil) e na Indústria (-116,4 mil).

(Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e Fiemt)

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade