PRESERVAR É PRECISO

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Deixar para as futuras gerações um legado maior e melhor do que recebemos. Esta é nossa obrigação. Toda geração tem esse dever, se não quiser deixar uma dívida em vez de um legado para o futuro e entrar para a História como irrelevante.

A área verde do Córrego Lucas é um dos grandes legados que os pioneiros preservaram para que hoje todos nós, luverdenses, possamos desfrutar deste “pulmão” que torna melhor o ar que respiramos.

Neste mês do meio ambiente, em que muitas ações de educação ambiental e promoção da consciência sobre a importância de fazer bom uso e preservar os recursos naturais, é importante lembrar que muitas pessoas lutaram pela preservação da área verde do Córrego Lucas ao longo da história da colonização e desenvolvimento de Lucas do Rio Verde.

Infelizmente, enquanto muita gente via este espaço nobre no coração da então pequena cidade como oportunidade de obter lucro e facilidades e, pasmem, houve até uma tentativa de lotear a área. Para isso, uma das sugestões desses propagadores do lucro fácil era canalizar o Córrego Lucas.

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Coube ao primeiro prefeito de Lucas do Rio Verde, Werner Haroldo Kothrade (in memoriam), ter pulso firme e atitude responsável, sancionando os primeiros instrumentos legais para garantir a preservação da área.

Conforme registro encontrado no acervo do jornal Folha Verde, também relatado no livro “Lucas do Rio Verde 30 anos, uma construção coletiva”, é de “20 de março de 1989 a Lei nº 012/89, que “determina a preservação da área verde situada no perímetro urbano, margeando o Córrego Lucas”. Pela lei, sancionada pelo então prefeito Werner Haroldo Kothrade, ficou proibido “a qualquer cidadão derrubar árvores, caçar e apreender animais e aves e demais atitudes que prejudiquem a vida animal e vegetal dentro desta referida área”.

Jogar qualquer tipo de lixo na área verde também ficou proibido. A quem descumprisse a lei, estava prevista multa de um salário de referência, e os reincidentes ficariam sujeitos a multa de três salários de referência.

Em entrevista concedida em julho de 2018 e publicada no jornal Folha Verde, Kothrade recordou que foi uma luta manter viva e preservada a reserva do Córrego Lucas. “Teve gente que falou pra mim que eu devia pegar dois D8, que são aqueles tratores Caterpilar bem grandes, e um correntão, e passar um D8 de cada lado e derrubar tudo, e eu disse que não, que eu ia manter a reserva, porque seria bom para a cidade, e fui muito criticado, porque tinha gente que dizia que essa reserva só servia para os ladrões se esconderem. Mas eu fui firme e ficou essa reserva bonita, elogiada por todos”.

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Muitas outras leis, ações, projetos e iniciativas, em sucessivas gestões públicas e diferentes momentos da história do município, contribuíram para a preservação da área do Córrego Lucas, cuja extensão compreende 108 hectares.

Todos nós que vivemos em Lucas do Rio Verde hoje e recebemos esse legado ambiental riquíssimo, temos o dever de cuidar para que nossos filhos, netos e bisnetos também possam usufruir deste belo pedaço de natureza e da qualidade de vida que ele nos proporciona.

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